Viver em sociedade está cada vez mais difícil e desgastante, me parece que nós, seres humanos, nos esquecemos de um pacto antigo que garantiu a nossa permanência no mundo, o conviver.
Nós, enquanto bicho, somos um tanto quanto desqualificados, nossos dentes, unhas, pele, visão, audição e olfato, são bastante ruins se comparados a outros animais. Mas por vivermos juntos, conseguimos resistir enquanto espécie e, supostamente, também enquanto indivíduos. Mas esta sobrevivência tem se encaminhado para sua derrocada.
O desrespeito virou regra, o medo nos lembra constantemente que nosso semelhante é uma ameaça, a violência virou rotina, a desigualdade social nos diz que nossos direitos não são iguais, nossos deveres também não. Portanto, temos que viver a partir de leis toscas de sobrevivência.
Outro dia, ao sair do meu consultório, fui interrompida por uma mulher que me pediu uma informação, ela me contou que o ônibus elétrico em que estava havia dado curto, e não sabia que outro ônibus tomar para chegar até o Museu do Ipiranga. Eu lhe informei onde ficava o ponto e disse a ela para esperar ali, pois o ônibus que lhe conduziria ao seu destino costumava demorar. Porém, quando entrei em meu carro, me dei conta de que não era neste mundo que eu gostaria de viver, e sim em um mundo em que os ônibus não demorassem tanto e as pessoas pudessem se ajudar mais. Foi então que resolvi que bastaria dar uma carona para aquela mulher. Pelo menos naquele momento eu conseguiria viver no mundo que eu gostaria, e foi o que fiz.Devo confessar que a mulher ficou bastante espantada com a minha atitude e me agradeceu muito. Disse, sinceramente, que não precisava, porque afinal de contas eu estava fazendo aquilo egoisticamente, ao fazê-lo eu estava vivendo no mundo que eu almejava. Há certas ocasiões em que precisamos de gestos muito pequenos para termos instantes de grande realização.
Nós, enquanto bicho, somos um tanto quanto desqualificados, nossos dentes, unhas, pele, visão, audição e olfato, são bastante ruins se comparados a outros animais. Mas por vivermos juntos, conseguimos resistir enquanto espécie e, supostamente, também enquanto indivíduos. Mas esta sobrevivência tem se encaminhado para sua derrocada.
O desrespeito virou regra, o medo nos lembra constantemente que nosso semelhante é uma ameaça, a violência virou rotina, a desigualdade social nos diz que nossos direitos não são iguais, nossos deveres também não. Portanto, temos que viver a partir de leis toscas de sobrevivência.
Outro dia, ao sair do meu consultório, fui interrompida por uma mulher que me pediu uma informação, ela me contou que o ônibus elétrico em que estava havia dado curto, e não sabia que outro ônibus tomar para chegar até o Museu do Ipiranga. Eu lhe informei onde ficava o ponto e disse a ela para esperar ali, pois o ônibus que lhe conduziria ao seu destino costumava demorar. Porém, quando entrei em meu carro, me dei conta de que não era neste mundo que eu gostaria de viver, e sim em um mundo em que os ônibus não demorassem tanto e as pessoas pudessem se ajudar mais. Foi então que resolvi que bastaria dar uma carona para aquela mulher. Pelo menos naquele momento eu conseguiria viver no mundo que eu gostaria, e foi o que fiz.Devo confessar que a mulher ficou bastante espantada com a minha atitude e me agradeceu muito. Disse, sinceramente, que não precisava, porque afinal de contas eu estava fazendo aquilo egoisticamente, ao fazê-lo eu estava vivendo no mundo que eu almejava. Há certas ocasiões em que precisamos de gestos muito pequenos para termos instantes de grande realização.